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A fundação Etnollano convocou entre 9 e 11 de março deste ano, na cidade de Puerto Carreño, a reunião “O manejo sustentável da biodiversidade e suas perspectivas econômicas para o departamento do Vichada”, como um primeiro passo para abordar o tema das alternativas produtivas.
A convocatória foi acolhida por diversas organizações dos países membros da aliança canoa. Do Brasil participou OIBI (Organização Indígena da Bacia do Içana), da Venezuela ORPIA, PROVITA e CEPAI e da Colômbia Etnollano, Fundación Gaia Amazonas, UAESPNN (Unidade Administrativa Especial do Sistema de Parques Nacionais Naturais), o Instituto Alexander von Humboldt, a Prefeitura de Puerto Carreño, ACOMPE, OPIAC, ACATISEMA (Associação de Cabildos Tradicionais indígenas da Floresta de Matavén).
Também foram convidadas ao evento pessoas e organizações de outros países. Do Panamá participaram o co-diretor do Programa Araucria-Coiba, os representantes do Congresso Kuna do Panamá e a Cooperativa Mola. Da Holanda os representantes da Embaixada da Holanda na Colômbia e a Iniciativa do Escudo da Guiana. Da Espanha a Agência Espanhola de Cooperação Internacional. Da Costa Rica os representantes de INBIO e COOPRENA. A fundação Etnollano publicará as Memórias do evento.
Atualmente, está en desenvolvimento o projeto de Fortalecimento nos processos educativos na região fronteiriça da Colômbia, a Venezuela e o Brasil, sob a coordenação de Etnollano. O projeto, que envolve a sete etnias da região, procura, inicialmente, o estabelecimento de um balanço da situação educativa nesses povos, no que se refere aos aspectos jurídico, institucional, pedagógico e programa de estudos.
Com o objetivo de desenvolver modelos pedagógicos participativos que contribuam à integração na fronteira e ao desenvolvimento de modelos participativos próprios que fortaleçam a língua e o pensamento desses povos, o projeto tem realizado encontros periódicos a fim de intercambiar experiências e reunir informação.
Já está programado o “Primeiro encontro de docentes indígenas”, que se realizará em Caño Grulla – Venezuela, no mês de maio.
Após a reunião de julho de 2002 realizada em São Paulo, sob a coordenação do ISA, os trabalhos da Red Amazónica de Informaciones Socioambientales Georreferenciadas têm conseguido um avanço significativo: o laboratório de cartografia do ISA integrou a informação referente às áreas protegidas, desmatamento, infraestrutura e mineração, entre outras, com exceção dos dados concernentes à Venezuela, Surinam e a Guiana. Esta informação, já se encontra disponível na internet para todos os membros da rede.
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